sábado, 21 de novembro de 2009

Fim da "Era Tcheco"


Chega ao fim a Era do capitão Tcheco no Grêmio. Foram 182 jogos e 43 gols. Quase sempre capitão, tinha o carinho da maioria da torcida gremista, não apenas pela sua braçadeira, mas sim por sua demonstração de amor e raça pelo Grêmio.

Talvez fosse a hora de sua saída. O casamento entre Tcheco e Grêmio teve seus altos e baixos. Em 2007 foi um dos destaques do tricolor na Libertadores, chegando ao vice-campeonato. Conquistou apenas dois campeonatos gaúcho (2006-07), foi embora para a Arábia no fim de 2007, mas regressou no segundo semestre de 2008 para ser vice-campeão do campeonato brasileiro.

Tcheco era um líder dentro de campo, mas extremamante irregular. Foi um jogador oito ou oitenta. Não havia regularidade. Isso influenciou muito no mau desempenho do grupo neste ano de 2009, tanto no Gauchão quanto no Brasileiro. Mesmo com seus altos e baixos, sempre fez falta nos jogos que não participou. Era ele quem assumia as broncas, e por muitas vezes falava mais do que devia. Quem se lembra do comentário sobre o "bonitinho da torcida"?

A relação entre a torcida e ele não era mais como antes. Como em um casamento, tudo no começo é rosas. Seu relacionamento com o Grêmio foi assim, sempre muito querido e amado por toda uma nação, mas com o tempo, o desgaste foi corroendo um pouco este sentimento, fazendo com que a relação balançasse e ficasse morna.

Tcheco era como um marido que amava sua companheira, e tentava fazer de tudo para ficar com ela, mas não via o retorno da outra parte. A direção do Grêmio foi como uma esposa desiludida, emcionada pelo amor que seu companheiro demonstrava, mas infeliz, por não sentir o sentimento de outras eras.

Como na vida conjugal, é melhor pôr fim num relacionamento desgastado do que permancer forçando algo que não dá mais certo. Isso foi o que aconteceu. Direção e Tcheco resolveram dar um basta no relacionamento. Não ficaram mágoas, apenas ficaram lembranças de um capitão que se doou o máximo, vestiu a camisa tricolor e a honrou. Tcheco saiu em um momento propício. Mas levará consigo todo o carinho demonstrado pelos torcedores.

- Nunca vi uma equipe ser vice-campeã e o estádio inteiro aplaudir de pé, como foi no ano passado. É um exemplo que posso citar. Foram jogos marcantes, como os da Libertadores de 2007. O Grêmio, disputando vaga na Libertadores, colocava 40, 50 mil pessoas no estádio. Nosso co-irmão (Inter) disputa título e colocou 15 mil contra Botafogo e Santos. É a essência de nossa torcida, de sempre apoiar, seja a equipe boa ou fraca, que eu não vou esquecer, conta o capitão.

Seu destino provavelmente será o Corinthians ao lado de seu amigo e comandante, Mano Menezes. Os dois irão em busca da conquista que quase alcançaram em 2007, a Libertadores da América.

Ainda não foi confirmado se Tcheco jogará domingo que vem no Olímpico, mas sem dúvida, o capitão receberá o carinhos das arquibancadas.

Tcheco fica até o dia 06 de dezembro, até lá, os últimos capítulos de sua história serão escritos.

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